Friday, July 26, 2013

COMISSÃO DA VERDADE REALIZA SESSÃO PÚBLICA NA CÂMARA MUNICIPAL DE GARANHUNS





Com a parceria entre Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara, Câmara de Vereadores de Garanhuns, FUNDARPE, OAB-Garanhuns e o Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns-IHGG, será realizada a Primeira Sessão Pública da Comissão da Memória e da Verdade Dom Hélder Câmara - CEMVDHC, fora da Capital do Estado. O objetivo principal da Sessão Pública é a divulgação do papel da CEMVDHC e dos resultados obtidos no primeiro ano de trabalho da Comissão, bem como a sensibilização do público para a entrega de arquivos e documentos pessoais que possam auxiliar na investigação e esclarecimento das graves violações de direitos humanos, ocorridas no Estado e contra pernambucanos fora dele.


Anfitrião do evento, o presidente da Câmara Municipal,vereador Audálio Filho, fará a abertura da sessão. Para Audálio, a luta pela justiça e pela garantia dos direitos deve ser um compromisso de todos.

Monday, July 22, 2013

O SHOW HISTÓRICO DE CAETANO EM GARANUNS

Do Blog do Roberto Almeida



O jornalista Júlio Cavani, no Diário de Pernambuco, fez a previsão de que Caetano Veloso faria um show histórico em Garanhuns. Acertou em cheio. No palco da Guadalajara, na madrugada deste domingo, não estava um artista qualquer. O cantor e compositor baiano, que começou a brilhar na distante década de 60, com a contagiante “Alegria, Alegria”, é quase uma síntese ou, paradoxalmente, uma antologia da Música Popular Brasileira.

Quando noticiei em abril que Caetano poderia ser a grande atração do Festival de Inverno de Garanhuns, eu mesmo fiquei na dúvida. E imaginei que grande parte dos leitores só acreditaria na presença do cantor no FIG quando ele pisasse o principal palco do evento.

Acreditava ser bem mais fácil vir Ana Carolina, Djavan ou a dupla nada a verJorge & Mateus do que o compositor de Vaca profana e Tigresa.

Caetano Veloso não é pra qualquer um.

O show apresentado em Garanhuns, com músicas do último trabalho do artista, Abraçaço, traz canções novas, desconhecidas, numa linha experimental iniciada no disco produzido pelo baiano para Gal Costa.

As letras e músicas criadas não são dançantes, nem fáceis, nem populares ou populistas. É a obra de um homem maduro, que se assume velho e triste.

Não por acaso uma das principais canções do CD Abraçaço e do show é intitulada Estou Triste.

“Estou muito triste
Por que será que existe o que quer que seja
O meu lábio não diz
O meu gesto não faz
Eu me sinto vazio e ainda assim farto”

Assim cantou Caetano em Garanhuns para um público imenso, um dos maiores de toda história do Festival de Inverno. Muitos queriam ouvirLeãozinho, ou Sozinho e ficaram decepcionados porque o artista não desfilou seus sucessos mais populares.

Mas tinha gente na praça que conhece a obra de Caetano, sabe de sua grandeza e compreende a nova fase do artista.

Tinha gente de tudo quanto era lugar como hipnotizado, vivendo um sonho, um momento mágico, curtindo uma iguaria rara que tem a ver com a Bahia e o Brasil; com ele mesmo e Chico Buarque, Maria Betânia, Noel Rosa, Gal Costa, Dorival Caymmi, Paulinho da Viola, Roberto Carlos... Enfim a Música Popular Brasileira.

Em meio a tanta coisa bastou uma música do show para justificar o esforço de estar na praça às duas e trinta da madrugada assistindo Caetano Veloso. “Mãe”, gravada por Gal Costa no disco ainda em vinil do final da década de 70, é uma das pérolas do repertório do compositor e ele a interpretou lindamente.

Leia o que disse Caetano ao nosso Diário, ao explicar a inclusão de Mãenesse show que já percorreu as principais capitais do país e chegou a privilegiada Garanhuns:

“Havia o fato de eu nunca ter cantado essa música. Eu a achava muito triste e tinha até um medo supersticioso dela. Mas Abraçaço tem tantas canções de tristeza que Mãe, uma das antigas que me pedem para cantar, fica num contexto adequado. Depois, minha mãe morreu. Não estou mais em situação de ter medo de tristeza”.

Na opinião pessoal do cronista Mãe foi o momento mais bonito do show. Mas a apresentação de CAE teve outros instantes igualmente marcantes. Como quando cantou Reconvexo, uma das que mais animou a multidão.

“Quem não rezou a novena de Dona Cano
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é Recôncavo e nem pode ser reconvexo”.

Muito conhecida na voz de Betânia a música também é linda com Caetano.

Legal também quando Caetano chamou Arto Lindsay ao palco e o apresentou como uma pessoa de Garanhuns. Para quem não sabe o músico, conhecido internacionalmente, é americano, mas morou na infância e adolescência na Suíça Pernambucana. Ele é filho de “Seu Artur”, que foi diretor do Colégio XV de Novembro. Apesar de ter voltado para os Estados Unidos com a família nunca esqueceu os tempos que morou em nossa cidade. Por isso Arto é americano-brasileiro-garanhuense.

Foi tendo ao seu lado o americano que Caetano cantou Você Não Entende Nada, conhecida desde o dueto com Chico Buarque, na década de 70, quando os dois juntaram essa música com Cotidiano. Daí o baiano ter incluído a frase todo dia várias vezes, na apresentação deste domingo, sem ter dado continuidade ao “complemento” feito por Chico tantos anos atrás.

Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Lágrimas nos olhos, de cortar cebola
Você é tão bonita
Você traz a coca-cola eu tomo
Você bota a mesa, eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como você...

Caetano ainda cantou Escapulário (“No Pão de Açúcar de cada dia...), Odeio, A Luz de Tieta e algumas outras canções que não fazem parte do último disco.

De Abraçaço merecem ser citadas ainda versos como  

“Eu pensava que nós não nos desgrudaríamos mais
O que fiz pra merecer essa paz
Que o sexo traz?”

E a instigante  “Eu Sou Homem”:

"não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz".

Enfim, foi um show histórico para Garanhuns. De um artista múltiplo, completo e genial. Muito em forma nos seus quase 72 anos, embora tenha admitido ao repórter pernambucano Júlio Cavani que a idade está pesando. Mas se Deus quiser Caetano Veloso ainda vai viver muito, produzir outras tantas canções belas como Sampa

Basta ele sair da vida da gente quando tiver passado dos 100, como fez sua mãe Dona Canô.

A morte da matriarca deixou o artista triste, mas todos nós estamos alegres por Garanhuns ter recebido no Festival de Inverno um dos melhores cantores, compositores e intérpretes deste país. 

Obrigado Caetano.

Thursday, July 18, 2013

FATOS E FOTOS DE GARANHUNS - CONDE D'EU EM GARANHUNS

Dom Luís Filipe Maria Fernando
Gastão de Orléans. Conde D'Eu
visitou Garanhuns em 1888.
Luís Filipe Maria Fernando Gastão nasceu em 28 de abril de 1842, em Neuilly, França, sendo filho de Luís Carlos Filipe Rafael d'Orléans, duque de Némours, e de Vitória de Saxe-Coburgo-Koháry. Seus avós paternos eram Luís Filipe I, rei dos franceses, e Maria Amélia de Bourbon-Sicílias, e seus avós maternos eram Fernando de Saxe-Coburgo-Gota, príncipe de Koháry, e Maria Antônia de Koháry. Como membro da Casa Real da França, Gastão fazia parte da Casa de Orléans, ramo cadete dos Bourbon que por sua vez descendia da dinastia capetiana.

Gastão nasceu membro da realeza francesa, por ser neto de Luís Filipe I, último rei da França,tendo renunciado aos seus direitos à linha de sucessão ao trono francês em 1864, quando do seu casamento. Tornou-se príncipe imperial consorte do Brasil por seu casamento com a última princesa imperial de facto, D. Isabel Cristina Leopoldina de Bragança, filha do último imperador do Brasil, Dom Pedro II. Faleceu quando voltava ao Brasil para celebrar o centenário da independência brasileira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, em 1922.

Wednesday, July 17, 2013

PROGRAMAÇÃO DO PROJETO ARTE NO CASARÃO DURANTE O FIG


JOSÉ DOMINGOS DE MORAIS - DOMINGUINHOS


Luiz Gonzaga e Dominguinhos
José Domingos de Morais, conhecido como Dominguinhos, é um instrumentista, cantor e compositor brasileiro. Exímio sanfoneiro, teve como mestres nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silveira. Tem em sua formação musical influências de baião, bossa nova, choro, forró, xote e jazz.José Domingos de Moraes nasceu no interior de Pernambuco, na cidade de Garanhuns, em 12 de fevereiro de 1941. Oriundo de família humilde, seu pai, mestre Chicão, era um conhecido sanfoneiro e afinador de sanfonas. Dominguinhos interessou-se por música desde cedo, começando a aprender sanfona com seis anos de idade, quando ganhou um pequeno acordeão de oito baixos e chegou a se apresentar em feiras livres e portas de hotéis em troca de algum dinheiro junto com seus dois irmãos, com quem formava o trio Os Três Pinguins. Praticava o instrumento por horas a fio, e logo tornou-se proficiente nas sanfonas de 48, 80 e 120 baixos, e acabou por tornar-se músico profissional ainda garoto.

Em 1950, aos nove anos de idade, conheceu Luiz Gonzaga quando tocava na porta do hotel em que este estava hospedado. Luiz Gonzaga se impressionou com a desenvoltura do menino e o convidou a ir ao Rio de Janeiro. Dominguinhos o fez em 1954, então com treze anos de idade, acompanhado do pai e dos dois irmãos, indo morar em Nilópolis. Ao encontrar-se com Luiz Gonzaga no Rio, este deu-lhe de presente uma sanfona e o integrou à sua equipe de músicos, e Dominguinhos passou a fazer shows pelo Brasil e participar de gravações.

Sua reputação como músico e arranjador cresceu e ele aproximou-se de músicos do movimento bossa nova. Fez trabalhos junto a inúmeros músicos de renome, como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Elba Ramalho e Toquinho, e eventualmente acabou por consolidar uma carreira musical própria, englobando gêneros musicais diversos como bossa nova, jazz e pop.

Tuesday, July 16, 2013

GARANHUNS EM FATOS E FOTOS

DE ACORDO COM A LEI MUNICIPAL Nº 3861/2012, QUE DETERMINA A OBRIGATORIEDADE A PARTIR DE JANEIRO DE 2014 A INCLUSÃO NA GRADE CURRICULAR DE ENSINO DAS ESCOLAS MUNICIPAIS NA DISCIPLINA DE HISTÓRIA, O TEMA "HISTÓRIA DE GARANHUNS".
ESTAREI COMPARTILHANDO ALGUNS FATOS E PERSONAGENS IMPORTANTES  DESSA HISTÓRIA.


FIZERAM PARTE DA COMITIVA INAUGURAL, Dr. PEDRO VICENTE DE AZEVEDO, PRESIDENTE DA PROVÍNCIA, GENERAL COMANDANTE DAS ARMAS, Dr. FRANCISCO DOMINGUES RIBEIRO VIANA, CHEFE DE POLÍCIA E DOM JOSÉ PEREIRA DA SILVA BARROS, PRELADO DE OLINDA E PRIMEIRO BISPO QUE VISITOU NOSSA GARANHUNS.




Monday, July 15, 2013

ASSIM COMEÇOU GARANHUNS

Carta Régia de D. João VI, criando o município
de Garanhuns em 10 de março de 1811.

Tudo começou em 1562, quando Duarte Coelho, o Governador da Capitania de Pernambuco, fez doação de terras, ou  seja, sesmarias.
Mais tarde o seu sucessor, André Vidal de Negreiros, continuo com essas doações.
As doações eram feitas aos Mestres de Campo, como também a outros que prestavam serviços a colônia.
Grandes nomes receberam essas doações: Os Aranhas, Os Cosmes, Os Burgos, e tantos outros.
Sesmarias eram terrenos sem donos, doados aos Mestres de Campo, como também a outras pessoas.
Esses Mestres de Campo empenharam-se nas lutas contra os Quilombos dos Palmares, comandados por zumbi e foram vencedores.
O preso que tinha uma sentença a cumprir em Portugal, ao aceitar sua vinda para o Brasil, sua pena diminuía e chegava a receber sua doação.
Mestres de Campo eram como se hoje fossem um militar graduado pelos seus atos de bravura. Após vencer a luta contra os quilombos, recebiam suas doações ou sesmarias, que chegavam até trinta léguas de terra. Muitos receberam a custo do derramamento de sangue dos negros indefesos.
Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista, tem uma grande influência na história de Garanhuns.
Tudo começou no final do século XVII, quando ele chegou a essas terras, acompanhado do seu filho Miguel Coelho. Vindo da Casa da Torre, às margens do São Francisco, Bahia, a convite do Governador da capitania de Pernambuco na época, Caetano de Melo Castro, o qual recorreu ajuda ao Governador Geral do Brasil, D. Martins da Cunha, para ajudar a combater os quilombos revoltosos.
Com a vitória, Domingos Jorge Velho, ganhou como prêmio uma sesmaria de seis léguas de terra. Não querendo aqui ficar, entregou tudo ao seu filho, Miguel Coelho Gomes.
Tudo isso aconteceu em 1694. Domingos Jorge Velho não era flor que se cheirasse. foi um cruel perseguidor e assassino de índios e negros. Sua maldade era sem limites.

Simôa Gomes nasceu em dezembro de 1693.  Filha do Sr. Miguel Coelho Gomes com uma índia Cariri, da tribo dos Unhanhú. Neta de Domingos Jorge Velho e Dona Jerônima Fróes.
Simôa Gomes herdou sua parte de terra, ao falecer seu marido, Manoel ferreira de Azevedo, em 1729.
Dividiu com seus filhos, Valério Ferreira de Azevedo e D. Bertoleza Ferreira de Azevedo, e a parte que lhe tocou fez doação em 1756 à Confraria ou Irmandade das Almas   e daí essa terra foi se povoando até tronar-se essa bela e magnífica cidade. Devemos lembrar que Garanhuns não teve fundação, ela surgiu gradativamente. Simôa Gomes faleceu em 1763.
Com a Guerra dos Palmares, começaram chegar perseguidos, esse povo fugia das perseguições e vinham  parar por essas terras. A mesma foi se povoando e formando diversas comunidades negras, ou pequenos quilombos, como também mocambos. Como por exemplo: Magano, Quilombo, mocambos tinham, o Congo da Negra Maria da Cuíca, Timbó, Zumbi, Caximanga e muitos outros, como também o Castainho.

Pelos idos de 1696, houve uma completa mudança nessa região. Foi instalado um distrito judiciário sob a forma de julgado, pelo Governador da capitania na época; antes, qualquer ato judicial era resolvido em Brejo da Madre de Deus. Com o distrito instalado, facilitou mais aos habitantes dessa região, para resolverem os seus casos judiciais.
Deu-se o nome ao lugar com o distrito instalado da Capitania do Ararobá. Também foi criada uma freguesia ou paróquia, sob a  forma de curato, com o nome de Freguesia de Santo Antônio do Ararobá, isso em 1700, a mesma se aderiu ao julgado.


Ararobá era uma região montanhosa agresteira, fixada no estado, na época capitania, onde estão atualmente as serras do Ararobá, do Gavião e a Serra do Cachorro, além de outras serras.
Pertenciam à Capitania do Ararobá as seguintes povoações na época, atualmente cidades: Alagoinha, Cimbres, Poção, Pesqueira e Rio Branco. Rio Branco, na época, quando povoado era chamado de Olho D'água dos Bredos, só mais tarde deu-se o nome de Rio Branco, logo após Arcoverde, em homenagem ao primeiro Cardeal da América Latina, o Cardeal Arcoverde.
Em 10 de março de 1811 o  Povoado  de Santo Antonio dos Garanhuns passa à Vila.(Fonte da pesquisa: "Livro Garanhuns em Versos" de Luiz Gonzaga de Lima - Gonzaga de Garanhuns).